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terça-feira, 3 de julho de 2012

A era do regresso

Quanto mais o tempo passa, mais a história se repete. Dúvida?

Século 21, o século do desenvolvimento da tecnologia, de descobertas e avanços. O homem está prestes a revolucionar o mundo, quebrar paradigmas e rumar a um novo horizonte. Os senhores do progresso estão chegando. Será mesmo?

O progresso que tanto se fala atualmente é bem semelhante a um outro progresso ocorrido há mais de trezentos anos, paradigmas quebrados, inovações por todos os lados, avanço no campo da saúde, maquinas a vapor mudando o mundo, com suas formas e formatos, auxilando e facilitando a vida humana, e por consequência milhares e milhares de pessoas deixam seus lares em busca de oportunidades. Cidades crescem, economias crescem e alguns novos milionários emergem nos novos burgos gerando classes sociais distintas. Quem trabalha não enriquece, quem inova se beneficia. A economia mundial está mais uma vez em ascensão.

No final do século 19 a mesma revolução iniciada um século antes tem seus reflexos, a indústria fortalecida gera riqueza para seus donos, que por sua vez geram riquezas para o Estado, logo nações se tornam potências e os cidadãos ficam impotentes. O desejo de poder inflam os egos dos líderes e mundo se torna tão complexo, mas tão complexo que se algo saísse dos conformes uma catástrofe aconteceria. E assim foi feito. Na busca pelo poder,  líderes e detentores do dinheiro criaram alianças sócio-econômicas que quando ruíram culminaram em duas grandes guerras mundias. 

Durante esse período a intolerância, a manipulação das massas, fanatismo religioso, panis at circus, entre outros fatores imperavam no mundo do homem moderno. Qualquer semelhança com o cenário atual não é mera coincidência.

Europa dias atuais: Uma crise profunda emerge entre as entranhas do velho continente, a atual estrutura econômica-social está em cheque mais uma vez, e cada vez mais a crise se propaga. Um preludio para mais uma guerra está sendo escrito. Uma crise tão forte quanto a de 1930 está acontecendo por motivos muito semelhantes. Qualquer semelhança com o passado não é mera coincidência.

Remetendo à idade média, onde senhores feudais controlavam feudos inteiros, e reis junto com a igreja impunham a vontade de "Deus" dentro de seus domínios, impondo a regra da ignorância e da não difusão do conhecimento, lembra muito os "feudos" empresariais e governamentais de hoje, onde empresas sugam tudo que o empregado lhe dá, mas em troca oferece "melhores condições de vida. 
    
Assim como no passado, o wellfare state romano e americano ambos baseados na politica do pão e circo se repetem em países "imunes" a crise econômica, os quais são liderados por uma cúpula de pessoas com o caráter bem duvidoso. Se há um problema social, politico ou econômico de futebol e entretenimento não cultural a nação, e se os problemas continuarem, de poder de compra a todos logo teremos o bem estar coletivo. 

Aos senhores do regresso, o mundo ainda não aprendeu com seus erros. E a população consciente pense, que os mesmos problemas, os mesmos motivos que justificam as guerras e a mesma ignorância estão guiando-nos de volta para o passado.

É bem possível ver o futuro repetindo o passado, é bem provável acharmos novidades em museus, o ciclo é vicioso e viciado, porém quebrável. 

Um velho poema do seculo 17 retrata ainda o espirito da revolução:

Remember, remember the fifth of November
Gunpowder, treason and plot
I see no reason why gunpowder treason
Should ever be forgot

Guy Fawkes, Guy Fawkes, 'twas his intent
To blow up the King and the Parliament
Three score barrels of powder below
Poor old England to overthrow
By God's providence he was catched
With a dark lantern and burning match
Holloa boys, holloa boys
God save the King!
Hip hip hooray!
Hip hip hooray!

A penny loaf to feed ol' Pope
A farthing cheese to choke him
A pint of beer to rinse it down
A faggot of sticks to burn him
Burn him in a tub of tar
Burn him like a blazing star
Burn his body from his head
Then we'll say ol' Pope is dead.
Hip hip hooray!
Hip hip hooray!


       

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Time Machine.

Press de play button first 

Nothing special, life goes as same as an ordinary day
Nobody to see, old news to read and nothing to say.
People are strange and days follow the same way.
Heavens and hells, noises and bells. See that star mate
It's is just the beginning, a new era will arise. 

Past, present and future are the same, 
Although people always wait for a new day
I can see all the future contemplating the past
And the rest of our days picturing what is already done.

Like in a time machine, my clocks run back all the time.
I don't know where we are going
I don't know either, if we are going or coming.

Same wars, same problems, facing a new old era
triggering new austerity.
back to black, back to white, back to beginning back to life

Like in a time machine, my clocks run back all the time.
I don't know where we are going
I don't know either, if we are going or coming

Sons of lot of gods. Gods of new wars
Crashes disrupting old feelings inside my time machine
If were not for the ages
I could say the world is still the same
Technology means nothing 
Power means nothing
Signals full of signs 
signifying sights of old fears
New trends and stupid believes.
The shape and the colour of a dark rainbow

Like in a time machine, my clocks run back all the time.
I don't know where we are going
I don't know either, if we are going or coming

Eminent crises rising from the sea
loves, broken hearts, no chances for no one here
Starvation for knowledge 
Blind eyes in blue skies. 
Museums plenty of new things 
Old future and a new past.
Old era changes my new life. 





Sound powered by Gulherme Bortholotte thanks mate. 


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Seja o que deus quiser!

Seja o que deus quiser! Expressão coloquial e usada pelas pessoas com, digamos, uma frequência exacerbada. Para entender melhor aqui vai um exemplo: "Se deus quiser logo menos a chuva para!" ou se não, "Se deus quiser eu passo na prova!"

Paremos e pensemos: O deus que cuidava das tempestades era Zeus, que foi extinto pelo deus cristão, ou se não Zephyrus que comandava os ventos e o clima, que também que segundo o consenso social, moral e "intelectual" dos tempos modernos não existe mais. O fato de passar na prova não está vinculado a nenhum milagre divino, simpatia, bruxaria ou algo assim, logo nenhum deus, orixá ou algo do tipo lhe ajudará. Então por que raios atribuímos nossos fracassos, sucessos, vitórias e derrotas para um ser que nem sabemos se existe ou não? Mas isso não vem ao caso.

Pedir auxilio divino é como entrar num cassino e optar pelo jogo de dados, pode ser que consigamos os setes necessários, mas não necessariamente conseguiremos sempre os setes. Não há mágicas, tão pouco milagres, sorte? Talvez. 

Se deus quiser ele faz com o mundo o bem entender, e se ele quisesse mesmo, o mundo não estaria como está, esse exemplo de bondade, respeito, amor ao próximo e integridade humana que vemos todos os dias. 

Por outro lado, parece que "Se deus quiser" retrata bem a realidade da sociedade atual, não em cem porcento, mas sim a grande maioria que está espalhada por ai, redes sociais, ruas, templos, parlamento, postos de gasolina, campos de futebol e canais de TV. 

"Graças a deus o time jogou bem, o gol saiu, e se deus quiser agente vamos conquistar o titulo ai" - Discurso típico de um jogador de futebol. - Mas tem algo de errado ai..." Graças a deus"? Não foi o técnico que fez o trabalho? E não foi graças a capacidade de criação do time que o gol aconteceu? E mais uma coisa, se o cara que joga no outro time é cristão também quer dizer que deus está sempre do lado que vence? 

Vamos sair do âmbito futebolístico e ser um pouco mais drástico,  quer dizer que Se deus quisesse, Hitler teria ganho a guerra e ele estaria com toda a razão, logo teria deus ao seu lado. Gostem ou não, absurdo ou não, deus e o senso comum estão sempre do lado mais forte,e aí de quem questionar essa verdade absoluta. 

"Se deus quiser" está na moda, o comodismo está na moda, longe de mim dizer que um fato está relacionado à outro, pois não foi assim que o sistema de ignorância social e a igreja me ensinaram. A culpa toda é dos cientistas, iluministas, filósofos, pensadores que possuídos pelo demônio da curiosidade e do conhecimento fecharam os olhos de deus, e provaram que qualquer ação gera uma reação, ou seja toda causa tem uma consequência e que os dados do cassino são meramente para nossa diversão. 

"Se deus quiser" a desculpa já está pronta aguardando apenas a hora de ser usada. 

E até quando vamos ficar olhando para o céu e pouca luta?

"Não adianta olhar pro céu, com muita fé e pouca luta? Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve, você pode, você deve, pode crer.
Não adianta olhar pro chão virar a cara pra não ver, se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer!Até quando você vai ficar usando rédea?! Rindo da própria tragédiaAté quando você vai ficar usando rédea?! Pobre, rico ou classe médiaAté quando você vai levar cascudo mudo? Muda, muda essa posturaAté quando você vai ficando mudo? Muda que o medo é um modo de fazer censura." - Gabriel O Pensador. 

Se você não quiser, deus também não vai quer. E e não adianta rezar se nada for feito, o seu deus não gosta de comodismo e alienação, mas seu lideres sim. E no fundo qualquer deus, que esteja dentro de sua cabeça, alma ou coração, sabe que no fundo somos todos ateus.


Finalizar um tal de Albert Einstein, um físico qualquer, disse: 
“A palavra deus é para mim nada mais do que a expressão e produto da fraqueza humana, a bíblia uma coleção de honoráveis, mas ainda assim lendas primitivas que não são nada mais do que   extremamente infantis. Nenhuma interpretação não importa o quão astuta pode (para mim) mudar isto” e  "Deus não joga dados com o universo"

Se os dados quiserem eu fico rico e se eu não quiser mudar ficarei como deus quis. 

Imagem Guilherme Bortholotte

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Quando gigantes se encontram (parte 7) Breaking the Rules

A lua crescente ascendia aos céus, algumas garrafas de whisky  e absinto já estavam vazias, o silencio e a calmaria das ruas da cidade luz foram quebradas com uma cantoria:
-Oh moon! That there is, we now must say goodbye. We've lost our good and old Paris, and must have whiskey, oh, you now why! - Ambos cantavam num improviso de rock e poesia. 
- Bons tempos aqueles.- dizia Morrison meio embriagado e um tanto quanto nostálgico.- Apesar de ter preferido morrer como um poeta aqui nessa porra de cidade, sinto falta dos tempos do The Doors. Yeah Baby!! - Exclamou ele, tomou mais um gole de whiskey, virou mais uma caneca de cerveja e ali ficou imaginando todos aqueles anos da ascensão e queda do The Doors.
Rimabud nada dizia apenas olhava admirado aquele rapaz com uma expressão tão marcante quanto sua poesia. 
-  I am the Lizard King, retire now to your tense and to your dreams. Tomorrow we`ll enter into the ten wild birth and I want to be ready. - Divagava Morrison quase que em transe.
Rimbaud apenas fascinado ouvia o que seu "pupilo" dizia. Morrison deu uma profunda tragada em seu Gauloises e começou:
- No auge do Rock eu era um Deus!!- Morrison ria ao lembar dos problemas e todos os momentos de diversão que tivera durante aqueles anos. - Fui preso uma porrada de vezes, os tiras filhos de uma puta me cercaram no palco...Ai  mostrei meu pau para todos eles degraçados! - Com um sorriso de canto de rosto Jim ria.
- Somos mais parecidos do que pensava Monsieur Morrison - Mas antes de terminar a frase Jim interveio.
- Não me chame assim seu bastardo de  merda. - Disse ele irritado.
- O que há Jim?- Retrucou a altura Jean
- Nada de mais. - Respondeu secamente Morrison. - Nada de mais. - O pensamento dele estava distante, mas estava ainda na mesmas ruas de Paris, porém há algumas décadas atras. 
O silêncio se estabeleceu na mesa, mas foi quebrado quando Rimboud disse:
- Como é estranho este lugar. O tempo parece não passar por estas ruas. 
- Você tem razão, apesar de ter mudado um bocado, Paris continua a mesma. - Morrison respondeu já mais calmo. - Sabe Jean, uma vez essa cidade me ensinou algo extremamente valioso. 
- O quê?- Indagou Rimbaud.
- Quanto mais as coisas mudam, mais iguais elas ficam!
Os olhos de Jim mudaram mais uma vez, seu olhar estava firme e vivo, assim como em meados dos anos 60. 
- Mais do que nunca somos devassos, quando caem em nossas lares as bombas de amarelo aço. Nas madrugadas particulares. - Declamou o poeta francês - A unica diferença é que não estamos mais em guerra. - Concluiu ele. - Mas como era bom confrontar todas as regras dessa cidade...
- Quebrar todos os paradoxos e paradigmas - Interrompeu Jim
- Causar a revolução em cada esquina...
- Sem saber o que seria honra ou disciplina...
- Sou só um, e todos que ainda estão por vir...
- Sou a voz deles, e não tenho medo de cair...
- Estamos cansados de sermos usados...
- Não passamos de imprestáveis desculpas..
- Quando a noite divide o dia,
- O dia destrói a noite, e todas vida surge,
- Somos os jovens que não choram
- Cansados de nos esconder, correr sem medo de morrer
- E nossos prazeres se encerram aqui,
 E por fim Jim exclamou: - Quebre todas as regras e descubra o outro lado!!!
Ambos caíram na gargalhada com a poesia improvisada naquele exato momento. 
- Nunca fui um modelo de um bom rapaz- Disse Rimbaud
- Tão pouco eu, meu caro. Sou tua versão reincarnada da década de 60. Seguidor de sua filosofia e poesia.
Rimbaud gargalhou e aplaudiu.
Ambos encheram seus respectivos copos, com as respectivas bebidas e brindaram novamente a "Quebra das regras" 
- Que se foda o mundo e todo o resto! - Sugeriu Morrison
- À todo o resto!- Retribuiu ao brinde Rimbaud. 
Beberam. 
Logo após o brinde, Rimbaud perguntou: 
- Diga-me Jim, afinal de contas, por que razão, você veio à Paris?  




Continua...  










E para você que ainda não leu as outras partes basta clicar aqui   

terça-feira, 19 de junho de 2012

Quando gigantes se encontram (parte 6) O Futuro de Jim Morrison

"Estás inclinado a ir, vá mas apenas receberás punição." - dizia Morrison enquanto tragava seu cigarro - Foi o que aquele miserável do meu pai disse quando eu resolvi me tornar um cineasta.
- Mas qual era o problema Jim? - questionara Rimbaud sem entender o que Morrison lhe dizia.
- Você não sabe nada sobre mim seu bastardo de merda! - Ironizou Jim - Eu esqueci que quando nasci você já estava morto. 
- Dizem que você é minha reincarnação, mas pro inferno com essa baboseira sem tamanho. Me conte sobre isso, qual é o problema com sua família? - Questionou Rimbaud.
- Meu pai era militar, serviu a Marinha Americana por muitos anos, minha família conservadora, tipica família Americana tradicional,  eu...- lembrava Morrison e ria - Eu me sai um bastardo de merda, totalmente antagônico ao bons modos e costumes da América.
-Se todos os problemas da vida fossem tão pequenos quanto a cabeça do ser humano, o mundo seria perfeito.- Ironizou Arthur.
- Mesmo nascendo no cabresto, descobri minha diferença logo muito jovem. - Morrison deu uma profunda tragada em seu cigarro e continuou. - A primeira vez que descobri a morte… eu, os meus pais e os meus avós, íamos de automóvel no meio do deserto ao amanhecer. Um caminhão carregado de índios, tinha chocado com outra viatura e havia índios espalhados por toda a auto-estrada, sangrando. Eu era apenas uma criança e fui obrigado a ficar dentro do automóvel enquanto os meus pais foram ver o que se passava. Não consegui ver nada, para mim era apenas tinta vermelha esquisita e pessoas deitadas no chão, mas sentia que alguma coisa se tinha passado, porque conseguia perceber a vibração das pessoas à minha volta, então de repente apercebi-me que elas não sabiam mais do que eu sobre o que tinha acontecido. Esta foi a primeira vez que senti medo… e eu penso que nessa altura as almas daqueles índios mortos,talvez de um ou dois deles, andavam a correr e aos pulos e vieram parar à minha alma, e eu, apenas como uma esponja, ali sentado a absorvê-las...-Jim olhava com o olhar vago para o horizonte, onde o sol lentamente se punha, lembrando do episodio. Tomou mais um gole de whisky e prosseguiu. - Meus pais sempre me diziam que isso foi só um pesadelo, coisas da minha imaginação, PRO INFERNO!! - Exclamou Jim exaltando-se.- Eu os vejo até hoje.
- Eu te entendo perfeitamente Jim. - Dizia Rimbaud enquanto segurava seu copo e bebia mais um trago de absinto- Meu contato com a morte aconteceu quando certa vez descia ao rio para pegar um pouco d'água, encontrei um jovem soldado, ele tinha quase minha idade. Ele dormia serenamente enconstado num tronco, então me aproximei e fiquei, não sabia se estava dormindo, ou estava morto. E isso me abriu os olhos para muitas coisas, decidi que seria o primeiro poeta deste século que eu deveria experimentar tudo em meu próprio corpo. Eu nao poderia ser so um, então decidi ser todos, eu decidi ser um genio, eu decidi recriar e redesenhar o futuro...
Jim apenas sorriu vislumbrando o olhar de seu mestre. Aquilo lhe soava extremamente familiar, pois assim como Rimbaud, Morrison fizera a mesma coisa. 
- Mas continue Jim, e desculpe por lhe interromper - dizia Rimbaud.
- A morte nos serve como inspiração, esse o incidente marcou-me profundamente. O choque é o que nos faz quebrar paradigmas e criarmos. - Refletiu Morrison.
- Prossiga Jim, estou interessado nessa sua epopeia. 
Morrison sorriu e continuou - Como eu dizia, minha "família perfeita" sempre esperou que eu fosse um médico, um militar um engenheiro famoso, não um poeta, músico ou o líder de uma banda de rock. - Morrison parou. Inspirou fundo e prosseguiu - Por isso rompi com minha família ao sair da Universidade. 
- Discorra sobre o assunto companheiro. - Dizia Rimbaud interessado no que estava por vir.
- Meu pai nunca acreditou no meu talento. Lembro-me muito bem do primeiro disco do The Doors - Contava Jim com tristeza e ódio - Poucas semanas após o lançamento recebi uma carta de meu pai dizendo "Desista disso James, você não tem talento algum para música, ainda mais ser o vocalista de um grupo. Isso é um desperdício de vida.", a minha resposta para ele é...- Jim subiu a mesa, abriu os braços e instigado pela lembrança se viu em um palco cantando The End. 
- FATHER!! I WANNA KILL YOU! MOTHER I WANNA FUUUUUUUUUUUUCK YOU!- Jim berrou como fazia em shows, Rimbaud ria e aplaudia a performance do rock star Morrison.
Ambos riram e brindaram, e então o mestre indagou a seu pupilo:  
- Quanto tempo já foi perdido em ações inúteis, ou a principio as mais racionais, sendo que todas as outras opções se quer haviam sido levantadas?
- Não sei Arthur, sinceramente não faço ideia de que porra você está falando.- Replicou Jim.- Só sei que depois disso tudo, disse publicamente que minha família estava morta, e logo após recebi uma carta de minha mãe dizendo que estava muito decepcionada com tudo, mas pro inferno todos eles. Eu os matei, pelo menos em meu mundo estavam mortos.- Dizia Jim com muito rancor. 
- Esplendido! - Exclamou Rimbaud. - Você é muito mais parecido comigo do que eu imaginei seu bastardo de merda. 
- Para eles eu fracassei, mas o fracasso nem sempre é o grande inimigo, e as vezes desistir significa mudar a direção, quebrar paradigmas que há anos incomodam nossas mentes, mas se quer saímos da zona de conforto para confrontá-lo. É tão mais fácil insistir num erro do que recomeçar. - Devaneava Jim Morrison. -Você consegue me ver como um militar ao invés de um Rock Star Rimbaud?
- Definitivamente não.
- Ser poeta nunca foi meu destino, segundo eles eu seria um médico, um militar um engenheiro. - Ironizou mais uma vez Jim
- Quanta inconveniência.  

Continua...


Imagem Guilherme Bortholotte

domingo, 20 de maio de 2012

O silêncio após o beijo.

Caminhos improváveis, duas vidas frágeis
Não seria nada surpreendente se de repente agente se encontrasse.
Se tudo desse sempre certo, se nada fosse como sempre sonhamos
Novos portos nunca seriam explorados
Novos laços nunca seriam atados
Novos amores jamais seriam amados.

Páginas de livros ainda não escritas
Lugares ainda inóspitos  no coração, que ainda não foram descobertos
Lados esquerdos, direitos e até errados
Na noite em que não sonhei
Meu sonho se realizou
Se realizou em gestos, palavras e um sorriso.

Se de onde menos se espera o tiro vem
E o silêncio vem após o barulho do beijo. 

A noite cai como uma luva para os amantes
E na manhã seguinte toda a energia recobrada explode.
O corpo ofegante sente o cheiro do amor.
Então nos tornamos um só. 

Se nada desse errado, a certeza nunca apareceria
Se perde, se ganha, se aprende e se ensina
Ensina o ser a ser um alguém melhor 
e na dúvida da vida, não duvido que do melhor que fiz
do bem que me faz sua presença, 
e da falta que sinto na sua ausência
O amanhã é sempre incerto.
 
E em meio de tanta incerteza,
certamente saberei o quanto de certeza tenho
Se nada tenho, só temo por nada temer

Se te amo, é porque resolvi me entregar
Se me entrego é para puramente te amar.



 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Michelli

O destino não é inexorável.
Senhoras e senhores imutáveis
lamentam o tempo perdido,
perdidos em suas próprias tragedias.

Artérias, ateias, pulsantes em um coração
latente, ardente e intocável.
Um coração parado
frio, morto, esperando um próximo verão.

Estradas distintas, paralelas e tão distantes,
caminhos opostos em uma única vida.
Viva o Tempo! O senhor supremo da dor.
Deus sábio que cura todos os males, feridas.
Detém o poder da criação ante o caos  
e também desperta novos amores.
Um amor puro
renascido com a sinceridade de um sorriso.

Sua simplicidade, a chama a atenção.
E a chama da paixão ascende e aquece
o frio remanescente do inverno de outrora.

O coração que estava parado retorna a vida.
Caminhos paralelos e distantes, se cruzam e se tocam
lentamente como os lábios num beijo apaixonado
e aos poucos pulsam para a vida que se cria,
as mãos se procuram, se tocam, se abraçam
Se amam.

A sede morre na saliva trocada no calor de um beijo.
Lágrimas de tristeza, transformam-se em chuva.
A primavera chegou,
Com seu calor, seu ardor
e todo amor desprovido de qualquer medo
Flora no coração.
Um sorriso estampa o desejo da alma
De dia o sorriso, a noite suspiros desse novo amor.

Objetivos distintos, traçados,
agora caminham juntos lado a lado em direção
A um novo mundo.
Um beijo roubado, no frio de uma noite de outono
causa a mudança em duas vidas.
Antes regidas por um destino incerto,
Agora fazem tem como seu destino a felicidade desse novo amor.